Nota
inicial: Nesta página, digamos que por intimidade, refiro-me
a PTP Stripboard, simplesmente como PTP.
Uma
das caracteristicas que quase nunca são mostradas nos sites é a
construção interna de um amplificador. Aqui foram selecionadas
algumas fotografias onde se podem apreciar dois estilos de construção.
A PTP e a PTP-PCB que é um híbrido entre PTP e PCB. Nesta nova modalidade,
adota-se uma PCB com componentes comuns soldados em SMD e as ligações
sujeitas a torções críticas são feitas via PTP, como é o caso notório
dos potenciômetros e dos soquetes das válvulas. Nesta nova modalidade,
aliam-se liberdade para acomodar circuitos mais complexos, extrema
facilidade de manutenção e rigidez mecânica indiscutível. Algumas
fotos de chassis externo também são aqui exibidas.
A
foto acima mostra uma placa
PTP, já com os componentes, do modelo Plexi. Este amplificador,
por ser extremamente símples, é feito inteiramente em PTP, com exceção
da placa da fonte de alimentação, que é PCB para poder acomodar
modernos capacitores de 400V em duplas. A foto
mostra a placa em resina com alma de fibra de vidro,. Os turrets
lugs não passam de pinos de soquetes octais, precisamente instalados,
permitindo soldagem tanto na face superior da placa, quanto na inferior,
onde são feitas as interligações entre os pinos.. O layout adotado
difere ligeiramente do original, no sentido de que a montagem seja
mais limpa e o bias mais fácil de regular.
A
mesma placa da foto anterior num chassis completamente montado. Note
que a fonte de alimentação é feita de maneira diferente do modelo
original, de forma a ser mais facilmente reparável por terceiros
e utiliza capacitores radiais modernos, porém com a mesma capacidade
do modelo original, detalhe que foi levado em consideração, para
manter os mesmos níveis de sag. Apesar do circuito ser igual ao original, existem
outras melhorias, como a chave de standby que não aciona tensão
DC, mas AC, a fim de que não crie os tradicionais arcos e dure por
muito mais tempo. Existem melhorias também no sentido de limitar
as correntes de grade das EL34, a fim de que, em altos volumes,
as grades não drenem tanta corrente, a ponto de danificarem-se (aliás,
o maior problemas nos Marshall com EL34 é exatamente esse). Apesar
do circuito de audio do Plexi ser absolutamente como no original,
a fonte difere no sentido de ser mais moderna e de manutenção mais
econômica, com o mesmíssimo rendimento e características de tensões
do original. Aliás, a fonte é até mais segura, pois os capacitores
em duplas somam 800V de isolação, com "bloody resistors "
que garantem uma perfeita distribuição de tensão nos pares, além
de uma rápida descarga dos capacitores ao se desligar o amp ou a
chave standby, o que sempre é garantia de segurança em eventuais
manutenções. Outra melhoria em relação ao original é a inclusão
de um volume master, que permite deixar o pré-amplificador saturado
sem forçar a etapa de potência. Este recurso é muito útil em situações
onde se necessite de crunch de pré e baixos volumes. Evidentemente,
nessa situação, o timbre obtido não ficaria táo agradável quanto
em altos volumes, mas é um recurso a mais que apenas alguns puristas
de má vontade iriam querer criticar. No caso de querer o Plexi como
no original, basta deixar esse controle no máximo e o amp volta
a ser o velho Plexi de sempre.
Aqui
podemos apreciar uma traseira aberta de um Fullerton Reverb design
tweed, revestido com tecido marrom e preto. Os falantes de 10"
com ímã de AlNiCo fazem toda a diferença no timbre final.
A montagem é PTP como no Plexi, embora essa placa tenha as poucas
interligações elétricas traseiras feitas diretamente em trilhas
de cobre, poara facilitar a montagem. As mesmas técnicas de melhorias
de circuito foram adotadas neste modelo e o reverb, além de
ser de molas, possui driver e recover valvulados.

O
Asset DC com canal Mesa Boogie utiliza uma placa no estilo híbrido, também.
O fato de ser um "dois canais" verdadeiro e ainda contar
com reverb de molas, exige isso, uma vez que rigidez mecânica é prioridade
em amplificadores que são usados em apresentações. Note que a
mesma placa pode ser aproveitada para modelos de 35 ou 50W e os
de 100W e que o
driver e recover do reverb (acima à direita na placa) é solid state, o que em nada altera o
timbre do amplificador, uma vez que esse tratamento é apenas para
a pequena porção reverberada do sinal e não sofre saturação. Este
estilo de placa torna a montagem mais clean, mais símples de manter
e extremamente resistente a choques e vibrações mecânicas.

A
mesma placa já com o chassis montado. Apesar de este ampliicador
possuir 14 controles (até o reverb e presence são independentes),
note que possui poucos fios, graças ao design otimizado.

Asset
DC com canal overdrive do Soldano. Apesar de este amplificador ter
um layout interno bastante clean e resistente, a montagem PTP com
os componentes montados em PCB mostrou-se ser de manutenção trabalhosa
já no processo de construção,
por isso este layout foi substituído pelo das fotos anteriores já
há um bom tempo.

Aspecto
externo do chassis em alumínio anodizado de um Plexi. Sem faceplates,
os dizeres são aplicados diretamente nos paineis. Especificamente
este Plexi não utiliza choke para que seja obtido maior "sag".
 Mesmo
chassis, na vista traseira. Um show.
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