São Bernardo do Campo,
São Paulo, Brasil





Sobre a construção dos amplificadores
 

 

Nota inicial: Nesta página, digamos que por intimidade, refiro-me a PTP Stripboard, simplesmente como PTP.

Uma das caracteristicas que quase nunca são mostradas nos sites é a construção interna de um amplificador.
Aqui foram selecionadas algumas fotografias onde se podem apreciar dois estilos de construção. A PTP e a PTP-PCB que é um híbrido entre PTP e PCB. Nesta nova modalidade, adota-se uma PCB com componentes comuns soldados em SMD e as ligações sujeitas a torções críticas são feitas via PTP, como é o caso notório dos potenciômetros e dos soquetes das válvulas. Nesta nova modalidade, aliam-se liberdade para acomodar circuitos mais complexos, extrema facilidade de manutenção e rigidez mecânica indiscutível.
Algumas fotos de chassis externo também são aqui exibidas.

 



 



A foto acima mostra uma placa PTP, já com os componentes, do modelo Plexi. Este amplificador, por ser extremamente símples, é feito inteiramente em PTP, com exceção da placa da fonte de alimentação, que é PCB para poder acomodar modernos capacitores de 400V em duplas. A foto mostra a placa em resina com alma de fibra de vidro,. Os turrets lugs não passam de pinos de soquetes octais, precisamente instalados, permitindo soldagem tanto na face superior da placa, quanto na inferior, onde são feitas as interligações entre os pinos.. O layout adotado difere ligeiramente do original, no sentido de que a montagem seja mais limpa e o bias mais fácil de regular.

 

A mesma placa da foto anterior num chassis completamente montado. Note que a fonte de alimentação é feita de maneira diferente do modelo original, de forma a ser mais facilmente reparável por terceiros e utiliza capacitores radiais modernos, porém com a mesma capacidade do modelo original, detalhe que foi levado em consideração, para manter os mesmos níveis de sag.
Apesar do circuito ser igual ao original, existem outras melhorias, como a chave de standby que não aciona tensão DC, mas AC, a fim de que não crie os tradicionais arcos e dure por muito mais tempo. Existem melhorias também no sentido de limitar as correntes de grade das EL34, a fim de que, em altos volumes, as grades não drenem tanta corrente, a ponto de danificarem-se (aliás, o maior problemas nos Marshall com EL34 é exatamente esse).
Apesar do circuito de audio do Plexi ser absolutamente como no original, a fonte difere no sentido de ser mais moderna e de manutenção mais econômica, com o mesmíssimo rendimento e características de tensões do original. Aliás, a fonte é até mais segura, pois os capacitores em duplas somam 800V de isolação, com "bloody resistors " que garantem uma perfeita distribuição de tensão nos pares, além de uma rápida descarga dos capacitores ao se desligar o amp ou a chave standby, o que sempre é garantia de segurança em eventuais manutenções. Outra melhoria em relação ao original é a inclusão de um volume master, que permite deixar o pré-amplificador saturado sem forçar a etapa de potência. Este recurso é muito útil em situações onde se necessite de crunch de pré e baixos volumes. Evidentemente, nessa situação, o timbre obtido não ficaria táo agradável quanto em altos volumes, mas é um recurso a mais que apenas alguns puristas de má vontade iriam querer criticar. No caso de querer o Plexi como no original, basta deixar esse controle no máximo e o amp volta a ser o velho Plexi de sempre.


 

Aqui podemos apreciar uma traseira aberta de um Fullerton Reverb design tweed, revestido com tecido marrom e preto.
Os falantes de 10" com ímã de AlNiCo  fazem toda a diferença no timbre final. A montagem é PTP como no Plexi, embora essa placa
tenha as poucas interligações elétricas traseiras feitas diretamente em trilhas de cobre, poara facilitar a montagem.
As mesmas técnicas de melhorias de circuito foram adotadas neste modelo e o reverb, além de ser de molas, possui driver e recover valvulados.




O Asset DC com canal Mesa Boogie utiliza uma placa no estilo híbrido, também. O fato de ser um "dois canais" verdadeiro e ainda contar com reverb de molas, exige isso, uma vez que rigidez mecânica é prioridade em amplificadores que são usados em apresentações.
Note que a mesma placa pode ser aproveitada para modelos de 35 ou 50W e os de 100W e que o driver e recover  do reverb (acima à direita na placa) é solid state, o que em nada altera o timbre do amplificador, uma vez que esse tratamento é apenas para a pequena porção reverberada do sinal e não sofre saturação. Este estilo de placa torna a montagem mais clean, mais símples de manter e extremamente resistente a choques e vibrações mecânicas.



A mesma placa já com o chassis montado. Apesar de este ampliicador possuir 14 controles (até o reverb e presence são independentes), note que possui poucos fios, graças ao design otimizado.




Asset DC com canal overdrive do Soldano. Apesar de este amplificador ter um layout interno bastante clean e resistente, a montagem PTP com os componentes montados em PCB mostrou-se ser de manutenção trabalhosa já no processo de construção, por isso este layout foi substituído pelo das fotos anteriores já há um bom tempo.



Aspecto externo do chassis em alumínio anodizado de um Plexi. Sem faceplates, os dizeres são aplicados diretamente nos paineis.
Especificamente este Plexi não utiliza choke para que seja obtido maior "sag".


Mesmo chassis, na vista traseira. Um show.
 


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